Câncer de Tireoide – Cirurgia e Pós Operatório

Olá!

Voltei com mais um vídeo da série especial sobre câncer de tireoide!

No vídeo de hoje falei como é feita a cirurgia da tireoide, o tipo de anestesia utilizada e um pouquinho sobre o pós operatório.

Câncer de tireoide – Cirurgia e Pós Operatório

E assistam até o final, porque tem uma dica especial para diminuir um incômodo causado pela cirurgia nos primeiros dias do pós operatório!

Espero que gostem!

Fiquem de olho no canal que o próximo vídeo da série é sobre iodoterapia! 😉

Beijokas!

Eu, eu mesma e um câncer de tireoide

Olá!

Finalmente vou fazer um post falando um pouco mais sobre esse probleminha que me afligiu por esses últimos dias.

Inicialmente confesso que eu não sabia se iria falar sobre o assunto. Afinal, é algo tão delicado, né?

Mas depois pensei que é muito mais fácil passar esses problemas acompanhada do que sozinha, e qual companhia melhor que vocês? <3

Sem contar que provavelmente nesse momento várias pessoas estão passando pelo mesmo problema, então acredito que meu post vai ajudar muita gente que também sofre com essa doença.

Pensei em fazer um post só sobre o assunto, no final de tudo. Mas também achei que seria melhor fazer tipo um diarinho sobre o tratamento, para que vocês possam acompanhar em tempo real.

Então, vamos começar pelo começo!

tireoide

Como eu descobri?

Se você acredita em Deus (assim como eu), saiba que eu tenho certeza que teve um dedo Dele nessa história toda.

Eu faço exames de rotina todo ano com minha clínica geral, que é minha médica desde que eu tinha 15 anos.

Todo ano eu fazia os exames comuns: sangue, urina, raio-x, essas coisas de sempre.

Até que ano passado, por eu ter acabado de completar 30 anos, minha médica resolveu fazer um check-up completão. Além dos exames normais, ela pediu dois exames do coração e um ultrassom de tireoide.

É importante frisar aqui que ultrassom de tireoide não é um exame rotineiro. Geralmente os médicos pedem exame de sangue e nele medem a quantidade de T3 e T4, hormônios fabricados pela tireoide. E também fazem um exame de palpação do pescoço a procura de nódulos.

Caso haja alguma alteração no exame de sangue ou algum nódulo no pescoço, aí sim o médico pede o ultrassom.

No meu caso, eu não tinha nenhuma alteração sanguínea e  nem nódulo, mas Deus colocou a mão na cabeça da minha médica e ela “do nada” resolveu pedir esse exame.

Lembro até hoje dessa consulta:

– Tô te pedindo vários exames de sangue e do coração, pra gente ver como seu corpo tá funcionando.

– Ah, vamos pedir um ultrassom de tireoide também, não custa nada.

O resultado do ultrassom

Quando minha médica pegou o ultrassom, ela viu dois pequenos nódulos na imagem.

Na hora ela já me alertou que nódulos na tireoide são bem comuns e que eu não precisaria me preocupar tanto ou ficar com medo. Até porque cerca de 90% dos nódulos de tireoide são benignos.

Mas ela disse que eu precisava investigar e me encaminhou para um endocrinologista.

No endocrinologista

Quando cheguei no endocrinologista ele já me alertou dizendo o mesmo que minha médica, que a maioria dos nódulos de tireoide são benignos, que eu não tinha porque me preocupar ainda.

Então ele me pediu uma punção de tireoide, um exame em que uma agulha é injetada diretamente no nódulo dentro da tireoide (dói!).

O líquido recolhido é enviado para análise para verificar se o nódulo é benigno ou maligno.

Resultado da punção

Existem basicamente 3 resultados de uma punção de tireoide: benigno, maligno e suspeito.

Além disso o resultado vem com uma classificação chamada de Bethesda, específico para exames citológicos da tireoide.

Classificação de Bethesda
Classificação de Bethesda

O meu resultado foi: Classificação de Bethesda IV – Suspeito de neoplasia folicular.

Ou seja, meus nódulos eram suspeitos, podiam tanto ser malignos como benignos.

Nesses casos os médicos realizam a cirurgia de tireoidectomia, que é a retirada parcial ou total da tireoide, pois se existe a possibilidade de ser maligno é melhor cortar o mal pela raiz logo.

Mas a certeza mesmo que ele seria maligno ou benigno eu só iria descobrir depois da cirurgia.

Com esse resultado, o endocrinologista me encaminhou para um cirurgião de cabeça e pescoço.

A cirurgia de tireoidectomia

Fui ao cirurgião de cabeça e pescoço e ele já pediu os exames pré-operatórios, além de me explicar passo a passo como seria a cirurgia.

Como estava perto do natal e eu não queria passar as festas de molho, perguntei se podia adiar a cirurgia.

Ele disse que não teria problema e minha cirurgia ficou marcada para o dia 30 de janeiro.

Meu médico me disse que ele iria abrir, retirar o tumor da tireoide e enviar para análise ainda dentro do centro cirúrgico, porque caso fosse benigno, ele iria manter pelo menos a metade dela.

Depois da cirurgia o médico foi falar com minha mãe e confirmou o diagnóstico:

“Era um tumor maligno e tive que retirar a glândula tireoide inteira. A parte boa é que retirei tudo, e com isso ela tem 100% de chances de cura.”

Então assim, foi um susto que passou rápido. Ao mesmo tempo que descobri que era câncer, descobri que eu não o tinha mais, hahaha!

A recuperação

Diferente das outras cirurgias que já fiz (nódulo de mama, nariz e vesícula, sou toda remendada), essa recuperação foi um pouco mais complicada.

Passei bem mal após acordar da anestesia e me senti muito mais cansada, afinal essa cirurgia foi bem mais agressiva que as outras.

Saí do hospital no dia seguinte e o maior incômodo é a sensação de garganta inflamada constante, que também é normal no caso da tireoidectomia e que costuma sumir depois de 1 semana mais ou menos.

Hoje, 5 dias após a cirurgia, ainda sinto esse incômodo na garganta que atrapalha um pouco pra comer. Sinto também uns enjoos esporádicos e queimação no estômago, que o médico disse ser causado pelo excesso de medicamentos.

Acabo de voltar no consultório médico para a primeiro retorno pós cirurgia. Ele só olhou os pontos para ver se estava tudo certo com eles e já me receitou os hormônios que precisarei tomar.

No início ele me passou uma dose geral, só até eu fazer o tratamento com iodo. Depois disso alguns exames de sangue serão feitos para regular a quantidade de hormônios até chegar numa dose que seja ideal pra mim.

O tratamento – Iodoterapia

Diferente dos outros tipos de câncer, o tumor de tireoide não responde bem aos tratamentos de quimio e radioterapia.

Nesses casos o tratamento utilizado é a iodoterapia.

Ele é relativamente simples, é só tomar uma quantidade de iodo estipulada pelo médico e pronto.

A parte chata mesmo é a preparação para o tratamento, que precisa de dieta especial, ficar sem maquiagem (pronto, morri agora) e mais alguns outros cuidados. O tratamento deve ser feito em um local especializado e é preciso ficar em isolamento total, pois o iodo é radioativo.

Nem todo mundo que têm o câncer de tireoide precisa fazer esse tratamento, depende muito do tipo do tumor.

Eu vou precisar fazer e vou contar aqui no blog como vai ser essa preparação e o tratamento.

A reposição hormonal

A tireoide é responsável pela fabricação dos hormônios T3 e T4, que controlam todo nosso corpo. É impossível viver sem esses hormônios e quando a tireoide é retirada, é preciso fazer uma reposição desses hormônios via comprimido, pra sempre.

O cirurgião de cabeça e pescoço junto com o endocrinologista indicam a quantidade de hormônio a ser tomada, quantidade essa que varia de pessoa para pessoa.

É preciso um tempo de adaptação entre o paciente e o médico até que se possa dosar a quantidade ideal de hormônio para cada caso.


Bom, acho que nesse primeiro momento é isso que tenho pra falar.

Por mais que tenha sido um susto, passou rápido! E agora vou me preparar pra fase mais chata do tratamento que é a iodoterapia.

Eu estou agradecendo a Deus todos os dias por essa chance que Ele me deu, porque eu nunca teria descoberto esse câncer no início se minha médica não pedisse esse exame.

E claro, posso dizer que a médica foi o anjo que Deus mandou para me dar uma segunda chance na vida!

Quero agradecer do fundo do coração todo o apoio que vocês me deram na cirurgia e continuam me dando agora, após o diagnóstico!

Vocês me ajudaram a me deixar mais calma para a cirurgia e estão me dando ânimo para continuar com o tratamento.

E lá vou eu ficar radioativa! Hahaha!

Muito obrigada! <3

Beijokas!

Pedra na vesícula: o que é e como foi minha cirurgia

Olá!

Não sei se vocês se lembram, mas ano passado eu tive que passar por uma pequena cirurgia de pedra na vesícula.

Resolvi dividir com vocês minha experiência sobre isso pois essa cirurgia é algo que acontece com muita frequência, e acredito que esse post vai ajudar alguém que está passando por esse mesmo problema!

E também só resolvi falar dela agora, quase 1 ano depois, pra pode contar pra vocês como é a vida de uma pessoa “desvesiculada“, nome carinhoso que eu dei para mim mesma, hahahaha!

O que é a vesícula biliar?

A vesícula é um pequeno órgão que fica grudadinho com o fígado.

pedra na vesícula - anatomia vesícula biliar - desejos de belezaEla serve para armazenar a bile, substância produzida no fígado que nos ajuda a digerir a gordura.

Funciona mais ou menos assim: O fígado fabrica a bile e manda para a vesícula, que deixa a bile guardadinha lá. Quando nós comemos alguma gordura, a vesícula libera uma quantidade de bile suficiente para ajudar a digerir aquela gordura.

A formação da pedra na vesícula

A bile, substância responsável por digerir a gordura que nós nos alimentamos, é formada por várias substâncias que tem que estar em equilíbrio sempre, para que a bile fique sempre bonitinha lá dentro da vesícula.

Mas por algum motivo, a bile começa a perder esse equilíbrio, podendo ser formada por mais ou menos substâncias do que outras. E esse aumento de substâncias como sais de cálcio e colesterol causam os cálculos biliares, conhecidos popularmente como pedra na vesícula.

Quais os sintomas?

Geralmente a dor começa no estômago e vai irradiando para as costas ou caixa torácica, mas cada pessoa pode relatar uma dor diferente.

Eu sentia exatamente isso: uma dor fortíssima de estômago que ia para as costas. Graças a Deus eu descobri a doença logo e só tive uma crise forte, e posso dizer que foi a pior dor que tive na minha vida.

Dizem que a cólica renal e cólica de vesícula são parecidas com a dores do parto. Como nunca tive filho não poderei comparar, mas as mamães desvesiculadas podem por gentileza comentar aqui e me dizer se parece mesmo? Hahaha!

Como diagnosticar?

Um simples ultrassom de abdome superior pedido pelo médico consegue mostrar suas pedrinhas, simples e rápido.

Então o tratamento é igual ao de rim, é só tirar as pedras e pronto?

Aí é que está, não é assim! Depois que acontece esse desequilíbrio de bile e formação de pedras, dificilmente ela volta ao normal. Então não adianta tirar as pedras, pois as chances delas voltarem depois é bem grande!

Nesses casos, os médicos sempre indicam retirar a vesícula toda!

Caramba! E dá pra viver sem vesícula?

Sim! Como o fígado é o responsável pela fabricação da bile, não tem problema nenhum ficar sem a vesícula, que nada mais é que um lugar de armazenamento apenas.

Muita gente se assusta, mas não tem porque ter medo. A vesícula, assim como o apêndice, é um órgão que podemos viver normalmente sem!

E a cirurgia, como é feita?

A cirurgia é super simples, é feita através de vídeolaparoscopia. É aquele tipo de cirurgia que o médico faz alguns furinhos e insere uma câmera, algumas cânulas, e faz tudo através do vídeo.

A anestesia é geral e a internação é de apenas 24 horas, ou seja, você vai em um dia e volta no outro.

A minha cirurgia foi super simples. Tive uns problemas básicos com o convênio, para variar, né? Mas consegui resolver e fiz minha cirurgia no Hospital Paulistano, que gostei bastante inclusive.

Tudo ocorreu normalmente e o pós operatório só é meio chatinho porque a barriga fica doendo, já que o médico “mexe tudo” lá dentro!

Os primeiros dias tinha um pouco de dificuldade para me levantar, para rir e para espirrar. Imagina eu, que tenho rinite alérgica, me segurando pra não espirrar? Hahaha!

Mas depois de 3 dias a dor foi diminuindo e em 1 semana em nem lembrava mais que tinha feito cirurgia!

O meu médico não deu ponto em mim, ele usou aqueles pontos invisíveis (graças a Deus, tenho pavor daquelas linhazinhas), mas cada médico faz do seu jeito específico. Uma amiga fez a mesma cirurgia e no caso dela, o médico deu ponto.

Quais os cuidados depois da cirurgia?

Nos primeiros 30 dias eu só não podia comer frituras e comer comidas gordurosas, de resto o meu médico liberou tudo!

Achei legal, porque antes eu tinha pesquisado na internet e tinha lido umas dietas pós-colecistectomia (o nome da cirurgia de vesícula é esse: colecistectomia) e na maioria delas não podia comer quase nada! Era tudo desnatado, light, sem tempero, iect!

O meu médico liberou praticamente tudo! E não sei se isso teve a ver com a minha recuperação alimentar depois (que vou explicar no próximo post).

E como é a vida de uma “desvesiculada”?

Esse era meu maior medo, pois sempre via gente que não tem vesícula falando: ah, não posso comer isso, não posso comer aquilo, tal alimento me faz mal, e etc.

E morria de medo de ficar assim!

Mas como cada corpo é diferente, obviamente cada pessoa vai reagir diferente depois da cirurgia.

Nos primeiros meses algumas coisas que eu comia me faziam mal, geralmente comidas muito gordurosas. Meu médico disse pra eu continuar insistindo, porque meu fígado tinha que acostumar a não ter mais vesícula pra ajudar e que ele precisaria “aprender” a dosar a quantidade de bile necessária para minha alimentação.

Assim fui fazendo!

E hoje, praticamente 1 ano depois da cirurgia, dificilmente eu passo mal comendo alguma coisa!

Vou pro McDonald’s, como feijoada, como batata frita pingando óleo, e não passo mal! Tá, não faço isso com tanta frequência, mas é bom saber que posso fazer sem ter perigo algum! 😀

Agora, não sei se foi meu corpo que simplesmente aceitou bem a morte da vesícula, ou se o fato do meu médico já ter me liberado bastante coisa nos primeiros 30 dias e ter me estimulado a comer bastante para acostumar meu corpo que me fez ficar assim.

Só sei que eu nem sinto mais falta da minha vesícula! 😀

A única coisa chata é que fiquei com quelóide nas minhas cicatrizes, cês acreditam? Mas tô fazendo um tratamento com minha dermatologista que já melhorou bastante, depois conto com detalhes!

Restou alguma dúvida sobre cirurgia de vesícula? Podem perguntar nos comentários!

Mas, lembrem-se: eu NÃO sou médica e internet NÃO é lugar pra dar diagnóstico de doenças hein?

Esse post é apenas para esclarecer algumas dúvidas e principalmente, para informar as pessoas que pedra na vesícula é uma doença super comum e super fácil de se tratar, que não precisa ter medo de nada.

Qualquer dor ou sintoma diferente que vocês tenham, procurem JÁ um médico!

PS: A “vesiculinha fofa” da capa do post está em um quadrinho do site The Awkward Yeti, que conta a história final da vesícula antes dela ser retirada do corpo. Muito fofo! Fiquei até com dó da minha vesícula depois disso, hahahahaha! Está em inglês, mas dá pra entender direitinho!

Beijokas!